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ALGUNS OLHARES DA JANELA...
Acredito que todos somos acometidos, em determinados momentos, de um certo vago sentimento, que chega do nada, e começa a nos cutucar, quase como cócegas, e nos provoca uma certa inquietude. Aí, do nada também, iniciamos um monólogo, enquanto olhamos da janela, a agitação dos homens, o movimento incessante com aquele aspecto de urgência, que hoje assola-nos de todos os lados. E o que penso eu, do alto de um quinto andar, olhando a vida corrida, lá embaixo? Penso na inexatidão dos acontecimentos, e como eles ocorrem, assim, tão repentinamente, alterando tudo ao nosso derredor. Estava tudo em seus lugares, silenciosamente posto, dando-nos a impressão de que nos observam, ou nos vigiam, ao tempo em que participam dessa ordem invisível, só percebida quando algo se quebra, e que somos nós, na realidade, que a criamos, a ordem. Nada parece merecer ser levada a sério. Tudo fica com cara de efêmero, de que está sempre acabando de passar... E vamos de roldão nesses vagos pensamentos, desordenad...

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